Como você define a palavra “sabedoria”? Encontrei no livro Medo da Vida, de Alexander Lowen, uma pista maravilhosa. Para ele, sabedoria pressupõe a soma entre conhecer e compreender. Conhecemos algo quando o decodificamos pela lógica e racionalidade. Compreendemos ao experimentar, sentir, vivenciar aquilo.

Deixe-me dar um exemplo. Posso questioná-lo sobre viajar pelo espaço. Você dirá: “sim, conheço! Vi na TV e no cinema astronautas flutuando dentro dos foguetes, sem gravidade”. Mas você responderá que compreende o que isto significa apenas se já sentiu e viveu esta experiência. Você sabe o que é, e como é viver aquilo.

Este bicho do séc. 21 em que nos tornamos – sobretudo em sua versão corporativa – conhece bastante, mas compreende pouco. Estamos congelados, paramos de expressar o que sentimos, falta-nos coragem para ficar vulneráveis uns com os outros. Em casos crônicos, não paramos apenas de manifestar sentimentos: paramos até mesmo de sentir.

Não é por outro motivo que o espírito da nossa época evoca a ampliação de consciência como pauta urgente, inclusive nas organizações. Descongelar e retomar contato com nossa história, crenças, valores, estilos, competências e propósitos são escolhas mandatórias para se viver com plenitude. E neste sentido, autoconhecimento será pouco: será preciso auto-sabedoria.

LEMBRE-SE: CONSCIÊNCIA TRANSFORMA A REALIDADE.

ROGÉRIO CHÉR, FALANDO SOBRE PROPÓSITO DE VIDA E CARREIRA.

 

 

 

 

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