Viver relacionamentos significativos é decisivo para nossa felicidade, pessoal e profissionalmente. Mas falar sobre o tema é mais fácil do que vivenciá-lo…

É comum ver um individuo chegar para um processo de Coaching e rapidamente descobrir que sua demanda mais urgente passa por construir vínculos sólidos de confiança em suas relações interpessoais, dentro e fora do trabalho.

Há uma gama enorme de razões para tal dificuldade. Vou me concentrar em uma: a pessoa se emaranha – sem se dar conta – nas chamadas “miragens das relações”. São miragens porque nelas tiramos o outro do seu lugar e papel (sem o seu consentimento, é claro). É uma atitude inconsciente. Tais miragens são de 4 tipos: Idealização, Espelhamento, Projeção e Transposição.

Na Idealização, o outro é colocado em um lugar “mítico”, endeusado. A pessoa encarna o ideal, a perfeição. O final dessa estória é frustrante: a chance de se decepcionar é grande quando se idealiza alguém, deslocando-o do seu lugar real.

No Espelhamento, amamos no outro a parte que ele tem igual à nossa. O outro deixa de ser ele mesmo, para se tornar nosso reflexo. Gosto dessa pessoa por que me vejo nela. Ela sou eu. A probabilidade é que este espelho quebre, cedo ou tarde.

A Projeção e a Transposição são miragens comuns entre nós e figuras de autoridade formal, como nossos chefes, por exemplo. Na Projeção, o outro parece fazer comigo aquilo que meu pai ou minha mãe faziam comigo, infelizmente. Na Transposição, a situação é contrária: gosto dessa pessoa porque ela faz comigo o que meu pai ou minha mãe faziam comigo, felizmente.

Mergulhados nas miragens, não amadurecemos para relações significativas e mantemos aprisionados os outros – sem o aval deles – em lugares que não lhes pertencem. Somente a ampliação de consciência pode nos livrar da auto-ilusão e do autoengano.

LEMBRE-SE: CONSCIÊNCIA TRANSFORMA A REALIDADE.

ROGÉRIO CHÉR, FALANDO COM VOCÊ SOBRE PROPÓSITO DE VIDA E CARREIRA.

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