Há uma pesquisa interessante conduzida pela Staton Chase com Gestores na América Latina sobre o que mais irrita as pessoas em relação aos seus chefes. Veja abaixo o resultado:

  1. Nunca fica satisfeito com o trabalho da equipe: 45%.
  2. Não sabe delegar tarefas: 41%.
  3. Preocupa-se somente com sua própria carreira: 41%.
  4. Toma para si o mérito de ideias e inovações da equipe: 40%.
  5. Nunca é gentil: 35%.
  6. Nunca elogia: 34%.

Cada um de nós é capaz de dar nomes e rostos a comportamentos desta natureza. Chefes com quem já trabalhamos em algum momento infeliz. Profissionais com este perfil não comporão o seleto grupo de Líderes que engajam e inspiram suas equipes. Note como não saber delegar merece negativo destaque nesta lista.

Neste sentido, cabe aqui uma importante pergunta:

Quais atitudes facilitam o processo de delegação?

  • Apresentar atitudes que demonstram confiança na equipe: há um provérbio que afirma que quando demonstramos ostensivamente confiança em alguém, esta pessoa se torna cada vez mais confiável. O contrário é verdadeiro: as pessoas se tornam indignas de confiança quando demonstramos expressamente não confiar nelas. Delegar dependerá, portanto, deste exercício diário de demonstrar confiança em nossos Liderados.
  • Deixar claro o que é esperado e qual é o prazo de entrega da tarefa que está sendo delegada: é inacreditável como este erro é comum. As pessoas, com enorme frequência, reclamam da qualidade de comunicação por parte de seus Líderes. Não me refiro à sua eloquência retórica, mas sim à clareza de seus direcionamentos. Quando o parâmetro desejado para certa tarefa não está claro, não pode haver delegação eficiente.
  • Não impor o ‘COMO fazer – mais importante é a tarefa solicitada: quando o gestor diz o que é preciso fazer e decide como será feito, a delegação estará inviabilizada. Dar espaço para que os liderados vislumbrem os melhores meios para concretizar a tarefa será chave para uma delegação efetiva.
  • Orientar e acompanhar, oferecendo apoio e direcionamento no meio do caminho: dado o desafio, o Líder precisa sinalizar proximidade e disponibilidade para prover feedback constante, corrigir rumos e sinalizar aspectos que merecem maior atenção.
  • Não fazer pelo colaborador, buscar ensinar e acompanhar: é comum que o Líder, dado seu conhecimento técnico sobre o tema, adote uma atitude de microgerenciamento, tirando do liderado a oportunidade de aprender fazendo, fazer aprendendo. A melhor postura para o Líder que deseja empoderar seu time em alta performance será oferecer um razoável espaço de autonomia para que sua equipe cresça e se desenvolva mais aceleradamente.

Para promover autonomia, não basta apenas transferir verbalmente as tarefas às pessoas: é igualmente necessário que o Líder identifique o profissional com as características adequadas para a tarefa, e a partir daí crie condições para que ela se desenvolva e realize o trabalho com responsabilidade e autoridade.

Como diz Ram Charan: “O exercício de delegar representa um enorme desafio aos gestores. Uma coisa é saber o que precisa ser feito e quem deverá fazer; outra bem diferente – e psicologicamente muito mais difícil – é abrir mão do trabalho para o qual você foi treinado e que o ajudou em seu sucesso.”

LEMBRE-SE: CONSCIÊNCIA TRANSFORMA A REALIDADE.

ROGÉRIO CHÉR, é sócio da Empreender Vida e Carreira, autor do best-seller Empreendedorismo na Veia – um aprendizado constante e do livro Engajamento – melhores práticas de Liderança, Cultura Organizacional e Felicidade no Trabalho.

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