Qual a diferença entre poder e status? A resposta nos ajuda e entender a miserável situação do mundo quando se tem Donald Trump ou Maduro pela frente.

O poder está relacionado à autoridade formal de um cargo, ao conjunto de atribuições e responsabilidades que transformam o substantivo em verbo: o verbo “poder”, ou seja, a possibilidade de ação concreta e legal, amparada pelas normas e regras que a sustenta.

Já o status refere-se à admiração e à legitimidade de quem conjuga este verbo no exercício da sua autoridade formal, e se torna merecedor de apoio e engajamento para o que propõe e faz.

Em seu livro Originais, o professor Adam Grant trata do mesmo tema. Ter poder envolve exercer controle e ter autoridade sobre os outros. Ter status é ser respeitado e admirado.

Uma pesquisa coordenada pela professora Alison Fragale, da Universidade da Carolina do Norte, mostrou que as pessoas são punidas quando tentam exercer poder sem status. Quando tentam ter influência sobre os outros sem contar com seu respeito, são vistas como difíceis, coercitivas e egoístas. Como não fizeram por merecer admiração, não achamos que tenham o direito de nos dizer o que fazer e oferecemos resistência.

É isso que prevejo para Trump e Maduro. Os anos passarão e veremos diminuir seu status. Sua mente, língua e atitude são seus delatores. Não terá oportunidade de provar qualquer valor para seus cidadãos e para o Mundo, que por isso não lhe darão crédito. Quanto mais as pessoas que ainda o apoiam defenderem suas intenções, maior será sua frustração, pois testemunharão o Homem Laranja perder prestígio em progressão geométrica.

Diz o professor Grant: “Quando tentamos influenciar pessoas e descobrimos que elas não nos respeitam, isso alimenta um círculo vicioso de ressentimento. Em uma tentativa de impor autoridade, nossa reação é recorrer a comportamentos cada vez mais desrespeitosos”.

Para Líderes desta minúscula envergadura, como Trump e Maduro, quanto mais provas de que não são admirados, a falta de status será compensada por eles com braços cada vez mais pesados sobre seus adversários e críticos, com decisões vingativas, comportamento odioso e mais radicalização. A relação entre poder e status ficará ainda mais desproporcional e nefasta.

Como isso se resolve? Somente remédios institucionais podem amputar “tumores malignos” como esses. O fator tempo é chave para o tamanho dos prejuízos que indivíduos desprovidos de respeito e admiração podem causar. No caso dos EUA, é o que ocorrerá. Cedo ou tarde (espero que o quanto antes) este vigarista será apeado do poder pela via constitucional. Isto se ele antes não for vítima da própria violência que alimenta, terminando com um tiro em algum lugar do seu corpanzil laranja. O que seria ruim para a história do século XXI, em que pretensamente assumimos outro patamar de consciência. (Ah, meu Deus…).

Quanto à Venezuela, pode-se esperar o pior. Deixando-se tudo como está, os resultados à frente produzirão um filme de terror, com dor e sofrimento imprevisíveis. Não existem mais instituições naquele país e a sociedade civil venezuelana está colapsada. Neste país irmão, veremos com lupa e zoom o tamanho da tragédia que alguém como muito poder e nenhum status é capaz de produzir. Não custa nada, neste caso, apelar para o que for mais Divino, com alguma esperança de mais sorte para o povo venezuelano.

LEMBRE-SE: CONSCIÊNCIA TRANSFORMA A REALIDADE.

ROGÉRIO CHÉR, é sócio da Empreender Vida e Carreira, autor do best-seller Empreendedorismo na Veia – um aprendizado constante e do livro Engajamento – melhores práticas de Liderança, Cultura Organizacional e Felicidade no Trabalho.

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