Sim. Conheci pessoas que faziam de conta que se demitiram, ao invés de terem sido demitidas, ou simulavam que ainda estavam empregadas. Por que? Medo do julgamento e da perda de apoio e admiração, vergonha e preocupação em não apavorar os familiares são as explicações mais frequentes. E quais são as consequências?

Na maioria das vezes, o que testemunhei foi uma transição transformada em fraude. Por falta de dotes “artísticos”, em algum momento o indivíduo é pego na mentira e cria o destino que tentava evitar: perde credibilidade de quem  ama e se torna um blefe aos seus olhos. Meus conselhos:

a) enfrente a verdade nua e crua, mas nunca perca a esperança;

b) seja claro com os desafios que enfrentará e compartilhe seus planos;

c) peça ajuda, pois não se vive uma transição sozinho;

d) prepare-se: formate sua oferta ao mercado e reafirme sua visão sobre seus valores, talentos, competências e propósito de vida;

e) envolva seus filhos: aprenderão demais como superar adversidades e ampliarão sua adaptabilidade;

f) perdoe-se: viver com sentimento de culpa é como tentar correr com uma bola de fero presa aos pés.

LEMBRE-SE: CONSCIÊNCIA TRANSFORMA A REALIDADE!

ROGÉRIO CHÉR, é sócio da Empreender Vida e Carreira, autor do best-seller “Empreendedorismo na Veia – um aprendizado constante”, do livro “Engajamento – melhores práticas de Liderança, Cultura Organizacional e Felicidade no Trabalho” e co-autor com Magda Oliver Ruas da obra “O que mais você quer de mim? O desafio de viver relações significativas”.